O que considerar ao preparar um estudante para uma graduação no exterior?

Lisandra Matias – Jornalista
04/05/2020

Orientações sobre candidaturas, exames obrigatórios, métodos de ensino e opções de universidades precisam ser dadas de forma completa e com a antecedência necessária

No mundo globalizado, é cada vez maior o número de pessoas que optam por fazer uma graduação no exterior. No Brasil, principalmente nos colégios bilíngues, muitas vezes já existe o desejo do estudante e da própria família de que ele curse o ensino superior fora do país.

“Cabe aos colégios, orientadores e professores identificarem os estudantes que têm esse objetivo para prepará-los da melhor forma possível e com a antecedência necessária” , diz Raimundo Sousa, diretor da OK Student Brasil , empresa de consultoria para estudantes que querem ingressar numa universidade no Reino Unido.

O ideal é que essas orientações sejam dadas ainda durante o 2º ano do Ensino Médio . Isso porque em alguns países, como o próprio Reino Unido, quando o estudante inicia o 3º ano, ele já deve apresentar sua candidatura à universidade. “Se não fizer isso, ele corre o risco de, ao terminar o Ensino Médio, já estar fora da oportunidade de ingressar na universidade no ano seguinte. É um processo muito diferente do que ocorre no Brasil , onde é preciso concluir o ensino médio, prestar vestibular e só depois se candidatar”, explica o diretor.

Atenção a recomendação requerida

Outro ponto importante é atentar para a época de realização dos exames obrigatórios, como o IELTS (International English Language Testing System). Necessário para quem quer fazer uma universidade no Reino Unido, ele tem datas específicas de aplicação . Assim, se a pessoa deixar para se submeter ao teste no final do ano, por exemplo, tem a possibilidade de não conseguir realizá-lo e perder o processo de candidatura.

Para o diretor, os colégios devem ajudar, ainda, na elaboração da carta de referência dos professores , que os estudantes devem apresentar nas candidaturas, e na preparação do aluno em relação a saber como funciona uma graduação no exterior. “No Reino Unido, o método de ensino é diferente, e os alunos têm muito mais autonomia. Há um tutor disponível para dar suporte, mas ele não vai atrás do estudante. Então, é preciso ter responsabilidade e saber usar a liberdade de forma a conseguir os melhores resultados e passar com boas notas”.

Abrir o leque de possibilidades

Quanto aos colégios brasileiros que mantêm parcerias com algumas universidades estrangeiras, Sousa alerta que isso pode, de certa maneira, limitar as opções de escolha dos estudantes — só no Reino Unido são 131 universidades de excelência , presentes nos principais rankings nacionais e internacionais de educação superior, num universo de 700 instituições que ministram cursos de graduação e pós-graduação. “A escolha vai depender muito do curso e da carreira pretendida e do perfil do estudante.”

Para ele, uma orientação acadêmica que contemple todos esses aspectos é fundamental. “Fala-se muito em orientação vocacional, mas pouco em orientação acadêmica — em quais universidades estão os melhores cursos de determinada área. Às vezes, a instituição é Top 10, mas, para aquela área do conhecimento específica, outra universidade pode ser melhor.”


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