Além da formação acadêmica e profissional, estudar fora traz vantagens pessoais

Lisandra Matias – Jornalista

08/09/2020

Fazer uma graduação no exterior ajuda no desenvolvimento da autonomia, da maturidade e do senso de responsabilidade; estudante da Solent University, no Reino Unido, conta sua experiência

Estudar no exterior, além das vantagens acadêmicas e profissionais, permite que os estudantes desenvolvam também uma série de competências fundamentais para a sua formação pessoal, como maior autonomia, senso de responsabilidade e maturidade.

O estudante português Diogo Ramos, 29, que cursou Marketing na Solent University, em Southampton, no Reino Unido, onde atualmente faz mestrado em gestão de marcas de luxo, conta que uma das coisas mais valiosas que a experiência de estudar fora lhe proporcionou foi a independência. “Quando cheguei na Inglaterra, eu não sabia fazer as coisas básicas do dia a dia, como limpar o quarto, cozinhar e lavar roupa. Mas, quando passei a morar sozinho, eu tive a necessidade de aprender a fazer essas coisas para sobreviver. Ao fim de um ou dois meses, eu arrisco a dizer que eu era outra pessoa”.

Ele diz que, no início, dá um pouco de medo de ter que se virar sozinho, pois não se está habituado a fazer todas aquelas coisas. Mas, depois de um tempo, a pessoa já nem sabe como ela vivia de outra maneira. “É uma sensação muito boa e dá segurança para enfrentar qualquer situação que se apresente no futuro, pois sei que tenho condições de resolver os problemas que surgirem. Essa autoconfiança também é das melhores coisas que eu ganhei aqui”.

Assim como a independência e a autoconfiança, Diogo também destaca a maturidade como outra grande vantagem que se adquire ao estudar e morar em outro país. “Especialmente hoje em dia, quando as pessoas tendem a permanecerem na casa dos pais até acabarem o curso superior e arranjarem o primeiro trabalho, o crescimento e a passagem para a vida adulta fica muito mais lento”, observa. “Aqui na Inglaterra, essa transição é muito mais acelerada. Vejo pessoas com 19 e 20 anos que já vivem sozinhas e trabalham enquanto estudam. Elas têm outro nível de maturidade.”

Um dos fatores que contribuem para isso, de acordo com ele, é a própria cultura do país e o tipo de ensino. “Eu comecei uma faculdade em Portugal, e o ensino era muito parecido com o do ensino médio, com muita teoria. Já na Inglaterra, o foco é relacionar a teoria com eventos da vida real e saber aplicá-la. Isso faz uma grande diferença. Porque não é só utilizar o conteúdo que o professor passou, temos que fazer a nossa própria pesquisa e usar o tempo fora da faculdade para fazer algo e conseguir uma boa nota.”

Segundo Diogo, o mesmo acontece em termos de trabalho, pois, no Reino Unido, é muito comum que os estudantes trabalhem part time enquanto estudam. “Você tem um trabalho, e as pessoas esperam que você esteja lá para cumprir as suas responsabilidades”, afirma. “Nesses dois sentidos — vida acadêmica e trabalho — a experiência de morar no Reino Unido contribui muito para o desenvolvimento pessoal dos estudantes.”


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