Mestrado no Reino Unido: experiências de um brasileiro

Lisandra Matias – Jornalista

20/10/2020

Conheça os ganhos de estudar no Reino Unido, a partir da experiência de um brasileiro que estudou na Inglaterra e na Escócia e hoje trabalha na Holanda

Fazer uma pós-graduação no Reino Unido traz inúmeras vantagens para a formação do futuro profissional. Além da experiência de vivenciar uma outra cultura e da excelência das universidades do país, o estudante tem ganhos também em relação ao ensino, que possui um caráter prático e alinhado aos desafios do mundo atual.

O brasileiro Pedro Godoy, de 26 anos, fez graduação em administração (business management) na Middlesex University, em Londres, na Inglaterra. Em 2016, após concluir o curso — ele se graduou com a melhor nota da turma — ele partiu para um mestrado em negócios internacionais na University of St Andrews, na cidade de mesmo nome, na Escócia.

“Escolhi essa área porque sempre quis trabalhar em países diferentes e conhecer outras culturas, não apenas como turista, mas como profissional. Quanto à universidade — a terceira mais antiga do mundo anglofônico, fundada no século XV –, eu a selecionei pela reputação e tradição em formar pessoas com papéis profissionais relevantes”.

Também pesou nessa decisão, segundo ele, a boa colocação da instituição nos rankings universitários internacionais e o fato de ser forte na área de ciências humanas. “Além disso, em St Andrews, metade da população é formada por estudantes. Como eu tinha vindo de Londres, que é uma metrópole, eu queria ter a experiência de estudar em uma cidade menor e ter essa sensação de proximidade e de comunidade com as pessoas.”

Entre as vantagens de cursar uma pós no Reino Unido, ele destaca a convivência com os alunos internacionais, vindos de diversos países — pessoas de nacionalidades diferentes debatendo ideias com pontos de vista diversos. “Ter essa variedade de pessoas intelectualmente engajadas na sua vizinhança é uma oportunidade sensacional e contribui muito para o aprendizado. Não há outra maneira de ganhar essa experiência multicultural e essa bagagem de conhecimentos.

Pedro também chama a atenção para o caráter prático do ensino. “Claro que estudamos autores, conceitos e teorias que embasaram a história e a ciência, mas uma parte significativa da formação é resolvendo problemas e pensando em soluções para questões atuais, para que os alunos saiam da universidade prontos para atuar no mercado”.

Outro ponto importante, de acordo com ele, é que os conteúdos ensinados também são de grande relevância. “Os alunos não vão entrar na sala de aula para aprender o que está no Google. Eles vão discutir, por exemplo, quais são as empresas disruptivas atualmente, quais estratégias de mercado elas usam e quais são as tendências atuais.”

Ele também conta que os professores das universidades, além da produção acadêmica, costumam ter uma vasta rede de contatos e relação com o mundo profissional, o que favorece a indicação de alunos para vagas de trabalho.

Assim que terminou o mestrado, em agosto de 2017, Pedro foi para Roterdã, na Holanda, onde trabalhou numa empresa multinacional de bens de consumo. Em 2018, mudou-se para Amsterdã, onde atua como gerente de contas em uma empresa de logística internacional que trabalha com exportação e importação. “Ter feito o mestrado permitiu que eu tivesse um grande leque de escolhas. Eu poderia ter ido para vários lugares e escolhi Amsterdã. Conseguir estar onde eu queria é algo incrível, e eu devo muito disso ao curso que fiz.”


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